Tudo em mim se torna nublado, quero ver, mas não sei o que isso me trará de novo…
Mas afinal.. já te tenho.. vivências, memórias de instantes, sons e mensagens de um vida, saber que sim e que nunca, saber que não e que sempre.. tenho-te sempre, quando quero e não quero, porque afinal.. pertences ao meu mundo…
Sempre preferi a independência e liberdade de pensamentos e atitudes.. nunca em tempo algum o conseguimos sempre. Condicionalismos, fraquezas.. não seremos donos de nós? De certo nunca o fomos, nunca o seremos. Limitados por vontades desconhecidas, mas entranhadas nas veias e nos poros, o sentir sem saber, sem querer de sentimentos inexplicáveis.. por ti, por mim, por nós, pela vida… sentir o vento e sentir vontade, sentir o sol e sentir o querer.. o abusar da natureza, o querer e querer mais que tudo isto… a qualquer hora, em qualquer sítio, querer mais que o próprio eu.. e no fim de tudo, estou em sociedade, estou presa em leis e juízos previamente feitos que jamais poderei derrubar.. afinal.. liberdade rodeada de barreiras, liberdade sufocante.. felicidade sem extremos, mas entre tijolos de multidões caiados de pressão citadina.